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A GRANDE COMISSÃO

setembro 13, 2008

“Aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação” (1 Co. 1:21). “Como porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam cousas boas! Mas, nem todos obedeceram ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem acreditou na nossa pregação? E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo. Mas pergunto: Porventura, não ouviram? Sim, por certo: Por toda a terra se fez ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo” (Rm. 10:14-18).

No primeiro século, a fé e a esperança que o evangelho traz foram pregadas pelos discípulos de Cristo a toda criatura debaixo do céu (Cl. 1:23).

O desejo de Deus era e é que “todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1 Tm. 2:4).

Todos devem ouvir a mensagem que o Pai deixou e aprendê-la antes de serem capazes de aproximar do Pai por meio do Filho (Jo. 6:45). Em toda a sua misericórdia e o seu poder, a voz do Senhor ainda exclama, dizendo: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”. Não devem respostas de “Eis-me aqui, envia a mim” sejam repetidas por muitos ao trono de Deus (Isaías 6:8).

Quem deve sentir-se responsável por levar o evangelho a todo o mundo? “Em nossas mãos está o evangelho . . . Apressemo-nos, levemos a mensagem preciosa de Deus, fazendo o errante voltar ao caminho certo” (cântico de T. S. Teddlie). Mas será que temos as oportunidades para levar o evangelho ao mundo? Um dos artigos mais desafiadores que li sobre este assunto afirma:

“A década de noventa poderá muito bem testar nossos motivos. Uma porta já se abriu na China. A desintegração das barreiras entre a Europa Ocidental e a Oriental bem podem conduzir a múltiplas oportunidades para levarmos o conhecimento de Deus a nações que há tanto vivem nas trevas. Estamos a ponto de ser chamados para colocar o nosso dinheiro, os nossos filhos e a nossa vida no lugar em que havíamos colocado a nossa voz.

Serão necessários sacrifícios. As grandes congregações terão de abrir mão do luxo, das coisas convenientes e de tudo que não contribua diretamente para salvar ou edificar almas. As congregações nas comunidades pequenas, nas quais o evangelho foi pregado durante anos e as perspectivas são sabidamente limitadas terão de ´se virar` sem um ´pregador de tempo integral` sustentado pelos de fora, para que haja homens e dinheiro disponíveis para enviar o evangelho aonde ainda ele não chegou. Os pregadores capazes terão de esquecer as preocupações naturais com a segurança e encaminhar-se para onde são mais necessários. Os pais terão de ver os filhos partir . . . e se ausentar durante anos . . . Todos nós teremos de reduzir o nosso padrão de vida, para dar com mais liberalidade para prover as necessidades financeiras dos que de fato vão . . . Será pedir muito? Se a guerra fria se tivesse acirrado e se transformasse num conflito militar,toda a nossa nação não faria esses sacrifícios para destruir . . . essa nações? Os que serviram como voluntários não seriam contados como heróis, enchendo de orgulho os seus pais? Será que estamos menos dispostos a nos sacrificar para salvar a alma dos homens do que a matá-los e mutilá-los? Será a causa de Cristo menos digna que a causa patriota?” (Extraído de “Muros que desabam e portas que se abrem”, de Sewell Hall, publicado na Christianity Magazine de janeiro de 1990, p. 31.)

Somos encorajados quando vemos cristãos de mesmo pensamento marchando por essas portas com a mensagem do Rei. Não há outra escolha, pois permanecer em silêncio nesse momento fará o julgamento de Deus cair sobre nós. Se de fato escolhêssemos ficar calados, será que a mensagem de Deus deixaria de ser propagada? Cantamos que “Ele só tem as nossas mãos”, mas, se não levarmos a preciosa mensagem a este mundo, “de outra parte se levantará . . . socorro e livramento” (Ester 4:14).

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