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RESTAURANDO A VISÃO MISSIONÁRIA

setembro 13, 2008

“Procure salvar quem está sendo arrastado para a morte. Você pode dizer que não é problema seu, mas Deus conhece o seu coração e sabe os seus motivos. Ele pagará de acordo com o que cada um fizer.”

Provérbios 24:11-12 (A Bíblia na Linguagem de Hoje).

Em analise a unidade X – Filosofia de Missões MIMBI’S – do Curso de Reciclagem Eclesiástica CB’Shalom1, encontramos no parágrafo 4.3.1 as implicações da tarefa missionária:

1) Somos chamados e enviados para glorificar o Reino de Deus e manifestar sua obra salvadora diante de todo o mundo. Não é a preocupação primeira o homem, mas a glória de Deus, o âmago de Missões.

2) Somos chamados e enviados a salvar todos os homens, das conseqüências temporais e eternas de sua apostasia de Deus.

3) Somos chamados e enviados no poder da vitória de Deus, para desarmar o maligno (Mt. 10.1).

4) A Igreja de Cristo como cabeça de ponte de seu Reino Universal, é chamada e enviada a testemunhar do Evangelho do Reino diante da humanidade inteira, em preparação para a volta de nosso Senhor e Rei da Glória.

Junto a isto, refletindo ainda na passagem referida do livro de Provérbios, mais os desafios da Grande Comissão (Mt. 28:19), constatamos a responsabilidade de se ter uma visão missionária que produza frutos de qualidade e em quantidade.

O assunto é polêmico quando se refere a QUALIDADE x QUANTIDADE, há os que defendem a qualidade sem quantidade e os que questionam esta qualidade que não produz quantidade, há os que simplesmente ignoram algumas quantidades por não verem nela a qualidade. O que dizer então?

Uma vez que somos unanimes em concordar que qualidade, faz parte de nossa metodologia, a questão é, estamos satisfeitos com a quantidade de pessoas que temos alcançado? Poderíamos com nossa qualidade atingir um número maior de vidas que se convertam e tornem-se discípulos-membros de nossa Comunidade?

Para que se aumente este número o primeiro passo é trabalhar para aumentar o número de visitantes não crentes às nossas reuniões. Oferecer ao visitante nossa qualidade através de um programa bem planejado, onde o mesmo possa entender o que Deus pode fazer pela sua vida, através do conhecimento do “Plano de Salvação2” e conduzi-lo a uma experiência pessoal com este Deus vivo e verdadeiro. Neste ponto é necessário que seja apresentado ao ouvinte uma mensagem clara, interessante e acima de tudo transformadora, que vá de encontro a sua dificuldade3.

É comum passarmos por suntuosos templos, construídos com beleza sem igual, investimentos altíssimos e sacrificiais, e ver suas portas fechadas, sem qualquer movimentação ao seu redor, para não dizer de alguns que pagam aluguéis do local de reuniões e as mesmas estão restritas a horários regulares e a utilização do prédio durante a maior parte do dia não é aproveitada. Reconhecemos o trabalho e sabemos das dificuldades de muitos obreiros que têm até mesmo que trabalhar secularmente para se sustentar, mas daí a importância de se formar uma equipe de trabalho, investir em discipulado e acreditar que esta disponibilidade produzirá resultados na vida pessoal do obreiro e da Instituição. Devemos buscar formas de facilitar a freqüência aos nossos cultos, sabendo que sempre haverão desculpas e objeções4.

Uma Igreja viva e saudável

Todas as coisas vivas crescem, é um processo natural em seres saudáveis”, se constatarmos que não temos experimentado um crescimento, cabe uma avaliação se estamos nesta condição, vivos e saudáveis.

A Palavra do Senhor nos diz que a cada dia eram acrescentados à Igreja Primitiva os que iam sendo salvos (At. 2:47), e isto era obra do Senhor. O Apóstolo Paulo relata que o crescimento vem de Deus (I Co. 3:6), portanto a Igreja sendo viva e saudável passará pela experiência do crescimento em suas fileiras automaticamente, pois o texto áureo da Palavra de Deus garante-nos que ELE “deu seu filho unigênito, para que TODO o que nele crê, não pereça mas tenha a vida eterna”. Deus quer salvar todo o homem e mulher, independente de sua condição (Ez. 33:11).

Outro fator importante para o crescimento da Igreja é quantos de seus membros estão envolvidos neste processo, na maioria das congregações esta tarefa é realizada por poucos e em algumas é trabalho exclusivo do pastor ou pastora. E aí dele ou dela se não o fizer!

O treinamento, preparo, interesse, convicção de necessidade para quem evangeliza e para quem é evangelizado são partes importantes do programa a ser desenvolvido na restauração da visão missionária.

Como líderes devemos ser o “PADRÃO dos fiéis” (I Tm. 4:12) principalmente em tempos de apostasia, motivando assim nossos liderados a se envolverem nesta visão. A capacidade de uma Igreja crescer esta intimamente ligada a seu comprometimento com a visão missionária, sua preocupação com a salvação do perdido. Lembram da canção: “Irmão você sabe o valor, que tem uma alma…”? E ainda do júbilo que há no céu quando um pecador se arrepende (Lc. 15:7).

Um dos grandes erros que muitos lideres tem cometido hoje em dia é o de ficar criticando os métodos (às vezes realmente questionáveis) de outros, quando nossa preocupação deveria ser exclusivamente com a obra que conduzimos, oferecendo a Deus o melhor louvor, afinal ELE habita no meio dos louvores do seu povo (Sl. 22:3), levar aos ouvintes uma mensagem positiva, transformadora, impactante, “do Reino”.

A Igreja que experimentar a manifestação e o mover de Deus testemunhará o seu poder e conquistará a simpatia de todo o povo (At. 2:47) e uma das menores preocupações de seu pastor ou pastora será a freqüência ou crescimento da Igreja, pois como vimos anteriormente esta parte cabe a Deus. E agindo Deus quem impedirá? (Is. 43:13).

Aprendendo com o Mestre

Jesus e a mulher samaritana. (Jo. 4:4-30)

Desperte a atenção: “Dá-me de beber… Como sendo tu, judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?”

Desperte o interesse: “Se soubesse quem te pede água, me pedirias e te daria água viva. Onde conseguirias água viva? O poço é fundo e tu não tem nada com que tirá-la. És mais que Jaó que nos deu este poço?”.

Desperte o desejo: “Aquele que beber desta água tornará a ter sede mais o que tomar da água que eu lhe der, jamais tornará a ter sede. Dá-me desta água para que eu não tenha sede outra vez, e não tenha que vir para tirá-la”.

Leve a uma convicção de necessidade (de pecado): “Vai e chama teu marido. Não tenho marido. Disseste bem, tiveste cinco maridos e o que agora tens não é teu marido” – Ele trouxe à luz a evidência do seu pecado.

Fechamento ou Conclusão: Leve-a a uma decisão. “Sou eu que falo contigo”. (Confronta com uma decisão que ela tema tomar, terá que aceitá-lo ou rejeitá-lo).

Jesus estava no templo sempre, mas o seu lugar de atuação era onde estavam os pecadores, na praia, nos montes, nas casa de cobradores de impostos, junto às prostitutas, junto a pessoas pobres, mendigos, endemoninhados, leprosos e até mesmo mortos.

Pescadores (Mt. 4:19)

Não sou a pessoa mais indicada para falar sobre peixes, mas a convivência com pescadores me fez aprender algumas lições importantes de como pescar. Lembro-me que no rio Araguaia, em Tocantins, me recusei a entrar na água para pescar, seguindo os demais pescadores que foram até o meio do rio com água na cintura, devido ao grande número de raias que se encontravam no local e ofereciam perigo, pois sua picada pode ser mortal, fiquei na minha confortável e segura “beira de barranco”, para encurtar a história, o resultado foi que peguei muita “experiência” ao passo que os demais pescadores atingiram seu objetivo. Para que a pesca atinja o objetivo é necessário ter estratégias, conhecer o local da pesca, ter boas iscas e se os peixes não estão fisgando a isca, alguma coisa precisa mudar.

O tema crescimento da Igreja é abrangente, o que dá certo em um lugar pode não dar certo em outro, a verdade é que como na construção de um edifício ou uma casa tudo começa pela fundação e pelo alicerce, o crescimento da Igreja depende de sua base. Os fundamentos desta Comunidade, remete-nos a lembrar da saudosa Missionária Rosalee Mills Appleby, fundadora desta Igreja, mulher “que deu toda a sua vida ao trabalho missionário no Brasil” (livro: “Um vaso precioso nas mãos de Deus” – Stela C. Dubois – Edições Enéas Tognini – página 815), faz-nos pensar no exemplo mais recente do atual Presidente da CB’Shalom Internacional, Rev. J. Moura, que tem se empenhado na abertura de novas Igrejas nos EUA e nas muitas Igrejas da Comunhão CB’Shalom que têm se multiplicado através de obreiros por todas as partes.

Baseados nisto e acreditando nas promessas de Deus podemos fazer desta visão o canal para que “este Evangelho do Reino seja pregado por todo mundo, em testemunho as nações. E então virá o fim” (Mt. 24:14).

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  1. Paulo Elias Vicente permalink
    novembro 17, 2009 9:13 pm

    Uma benção esta mensagem, como é bom observar as Palavras do Nosso Senhor Jesus, Quanta sabedoria.

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